SOLIDÃO


As mãos brancas da solidão
pousam suavemente nos
móveis empoeirados e vazios.

A solidão escorre lenta e dolorida
por corredores frios.
Vem trazendo cheiro de
flores mortas.
Ressoa silenciosa e tange
o cordão tenso que
abala os sons.

Não existisse a solidão,
como seriam as noites
e as madrugadas frias?
Como seriam o silêncio
e a dor?

Se os ecos do meu coração
fossem ouvidos à distância,
a solidão não seria.

Solidão, amiga minha,
constante presença a
exigir constante dedicação.
Anjo da guarda, demônio,
vida.

Saramar

2 comentários:

Jôka P. disse...

"Solidão, amiga minha,
constante presença a
exigir constante dedicação.
Anjo da guarda, demônio,
vida."

A sua poesia eu entendo.
É poesia de gente normal, de vida normal, como eu.

:)
Bjs,
JÔKA P.

Mutações disse...

A solidão desta madrugada aplaquei com teus poemas.Obrigado.Saudações.