AMOR



Cala-te, a luz arde entre os lábios,
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
essa perna é tua?, esse braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente á tua boca,
abre-se a alma à lingua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi facil, nunca,
também a terra morre
.
Eugénio de Andrade

4 comentários:

Lia Noronha disse...

Samara: e o seu jogo lúdico com as palavras e com os sentimentos que a envolvem.
Bom fim de semana minha amiga e beijinhos no coração!

Lia Noronha disse...

Perdão te chamei de Samara,ao invés de Saramar.Bjus.

spersivo disse...

Samara ou saramar
Há mar e amar em ambas
Que importa um errinho tão banal!
O mal, o mal
Não está nas palavras
Está no ser
Ou não ser o que se é!
E Saramar ou Samara
É esta coisa poética
e rara
Que aprendemos a amar
Eu e Lia Noronha!
Bjão. Silvio Persivo

terragel disse...

SARAMAR,lindo esse poema, eu não conhecia esse poeta. Bonita as palavra que o teu visitante escreveu pra ti.
Bom final de semana e Bjs