
Para que se lamentar?
Toda história de amor vai embora
depois de um tempo,
cansada de ser sempre no mesmo lugar.
Toda história de amor precisa de outro ar,
espinhos novos, outras nuvens que colher.
Trançam no ar enredos iguais e outros
seres encenam seus quadros e vagueiam
nos entreatos, borboletas sem jardim.
Não vamos chorar, não mais
que lágrima só se for de amor
e ainda assim,
escava vales no peito
e reparte a sombra.
Vamos abrir os olhos e passeá-los,
sem molduras, sem medos.
Vamos vaguear entre histórias de amor
e, quem sabe, assim,
um clown de face manchada,
um acendedor de fogos, sem alarme,
sem sapatos, desenquadrado,
impeça nossos olhos de fugir,
mas não de se incendiar,
em luz e fogo de outra história de amor.
Saramar
Toda história de amor vai embora
depois de um tempo,
cansada de ser sempre no mesmo lugar.
Toda história de amor precisa de outro ar,
espinhos novos, outras nuvens que colher.
Trançam no ar enredos iguais e outros
seres encenam seus quadros e vagueiam
nos entreatos, borboletas sem jardim.
Não vamos chorar, não mais
que lágrima só se for de amor
e ainda assim,
escava vales no peito
e reparte a sombra.
Vamos abrir os olhos e passeá-los,
sem molduras, sem medos.
Vamos vaguear entre histórias de amor
e, quem sabe, assim,
um clown de face manchada,
um acendedor de fogos, sem alarme,
sem sapatos, desenquadrado,
impeça nossos olhos de fugir,
mas não de se incendiar,
em luz e fogo de outra história de amor.
Saramar
Imagem: Jacob Lawrence



















