INSENSATEZ


Não fosse o amor essa insensatez
e o desatar de dias em ilusão,
não fosse essa paixão
que desnorteia a boca,
e me põe a rasgar as palavras,
qual cortinas,
enquanto me dispo.
Não fosse esse tanto de loucura
que minhas mãos pressentem
no seu corpo que desejo.
Não fosse a luz e a sombra
com que me tortura
e essa fome de beijos
com que amanheço.
Não fosse a palavra mais doce
que em fuga, me diz...
eu poderia esquecer tudo
e fingir que sou feliz.
Saramar

Imagem: Ladmore

17 comentários:

Bill disse...

Caraca!!! Como voce consegue administrar tantos blogs? Depois volto pra ver os outros. Esse aqui ja foi aprovado e sera linkado la na redacao.
E, quando quiser rir, ja sabe o caminho, ne?
Bjuuusss!!!

Erika disse...

Tortura
devaneios
loucura

ahh não é bom assim?

beijos querida

luma disse...

As condições da paixão.
Boa semana! Beijus

Bosco Sobreira disse...

Minha querida Poeta,
De volta. Espero que agora possa manter a regularidade. Preciso de tua poesia. A de hoje, uma beleza. A anterior, um tema que me atrai, que me "persegue", tão bem desenvolvido por tua poética.
Preciso ficar bem para voltar sempre.
Beijos.

Natália Nunes disse...

Um desejo que desperta para a realidade, que alucina mas que também previne a ilusão com a dor que provoca.

Adorei, Saramar.
:)

Mário disse...

Saramar, os seus poemas sempre são marcantes e em consonância com a realidade. O amor aprisiona e liberta, um paradoxo sem possibilidade de solução. Boa semana, amiga.

Sílvio Vasconcellos disse...

Como sempre, lindo, terno e sensual.

delusions disse...

Só te quero dizer que adorei!!!

Bjinho*
boa semana

Tina disse...

Oi Saramar!

Nao fosse o amor...

Lindos versos, lindos.

beijos (sumida),

Fernanda e Poemas disse...

Saramar, mais um poema belíssimo!!!!1
Beijinhos
Fernandinha

DMeloNinck disse...

gostei dessa

Pensando disse...

Saramar, esses devaneios que você coloca em poemas reafirmam a certeza que o tempo me deu. A felicidade pura e simples, duradoura e serena simplesmente não existe, pois é utopia. O que nos resta são momentos felizes, que entremeiam tristezas, dissabores, amarguras e decepções.
Feliz é quem consegue aproveitar o máximo esses pequenos oásis que aparecem vez por outra, e tiram deles a água, a sombra, o descanso e o prazer, sem nunca secá-los.
Beijos menina

Claudinha disse...

E ninguém nos avisa que vai doer... Fingimos então, a felicidade é o fingimento da insensatez... Beijo!

wander disse...

Porque o amor machuca tanto?Estamos destinados a sofrer sempre?
Quero a pureza das aguas cristalinas,quero amigos ,quero um abraço apertado,quero um amor puro sem malicia,sem maldade.Quero voar e sempre esqueço que arrancaram minhas asas.

Abraço amiga,é lino seu poema.

Márcia(clarinha) disse...

Fingir não...
Doce Saramar, meu carinho procê
beijos

looking4good disse...

Pois... o amor esse constante «desassossego» ...
Obrigado pela visita e comentário. Sabe o «livro do desassossego» é muito bom, mas cuidado com as doses... é capaz de pôr qualquer um ... KO por isso é de «consumir com moderação»... Votos de continuação de uma excelente semana, con flores, sorrisos e .... poesia (é claro!).

Lia Noronha & Silvio Spersivo disse...

Saramar:a poesia nos dar esse poder...de sermos o que quisermos...aonde e qdo bem nos agradar!
Bjus mil pra ti.