SUBTERRÂNEO


Guardo todas as palavras que inventou pra mim.
Suas flores e os versos tontos de tanto amor.
Os temores, os desencontros, sua voz dizendo sim.
O seus desejos e as noites de nossos desvarios.
Guardo os poemas improvisados entre o sorriso e a dor.
Guardo tanto e tudo que me esqueço de ser mar
e me aquieto em rios, subterrâneos de lembranças,
floresta antiga, ciumenta de suas flores e da cor
das velhas folhas amarelecendo em segredo.
Guardo-o em mim.
Saramar

9 comentários:

Moita disse...

A melhor poeta pós Cecília Meireles.

Guardo-a em mim.

mil cheiros

Tina disse...

Oi querida!

Eu também guardo tudo: memórias minhas, só prá mim. Memórias queridas, memórias sem fim. Memórias de amor, memórias de mim.

Lindos versos, como sempre. Alimentam a alma. Obrigada.

beijos,

Pedro Pan disse...

, rios subterrâneos repletos de sentimentos e recordações...
|beijos meus|

rubo medina disse...

Guardo tudo, até um lugarzinho no meu coração, se quiseres voltar.
Beijos, Saramar! Lindo poema!
http://napontadolapis.zip.net http://dulcineia.blogspot.com

Bosco Sobreira disse...

Um mar, de tantos rios... É como eu sinto a tua poética, Poeta.
A cada nova leitura, me encanto mais com a tua poesia.
Obrigado pela emoção que nos dá, generosa.
Bom final de semana. Beijos.

Bosco Sobreira disse...

Abri um caminho para a beleza de teus poemas lá no "politicamente..."
Um presente aos meus (poucos) visitantes.

Francisco Dantas disse...

Querida Saramar, que prazer estar de volta e ler um poema tão marcante quanto esse. Ainda mais, exposto, assim, nesse clima de penumbra, quase sugerindo um bolero na "vitrola". Muito bonito.

PELADUZ disse...

Oi,

Bom te ver assim contente.
Todos os lugares levam ao oceano do teu amor.
O mar é o destino, os rios o caminho.

bjs.

Vera disse...

Guardamos sempre tudo de quem amamos... Na gaveta ou na alma!

Beijinhos