QUEIMADA


queima o cerrado
mata tatu
tamanduá
tudo tarde
tudo arde
até só a cinza sobrar.

por baixo, a chama
sem alarde.

meu amor é igualzinho
também queima
também arde
também é fogo de matar.

e quando penso que se acabou
por baixo a chama dele
continua a queimar.
Saramar

15 comentários:

Ana Luar disse...

É por isso que o amor é um fogo que arde sem se ver.

Amei de paixão a foto

Erika disse...

a chama latente, que por mais que eu tente apagar, não morre.

beijos e ótimo feriado

Delfim Peixoto disse...

Fogo sem lume queima também
jnhs

Claudinha disse...

Brasa, consome, aquece, permanece! Lindo!

Mário disse...

Saramar, o amor é mesmo esse incêndio que tão bem você soube descrever.

Silvio Vasconcellos disse...

Linda analogia concreta. O fogo do cerrado, é de certa forma renovador, assim como o amor que sobrevive enquanto chama.

Um beijo

Sílvio

Moita disse...

A chama dele lhe chama.
Não pra queimar o cerrado,
mas para deitar na cama
e ficar assim agarrado.
Como fazem os tatus-bola,
Que o fogo também é cola
que nos embola, amarrado.

Moita disse...

Ia esquecendo duas coisa:

Vi as rimas e um cheiro de cordel musicado.

Muitos cheiros

Bosco Sobreira disse...

Minha poeta preferida!
O amor, a sensualidade ganha mais força em tuas palavras.
Minha poeta de todas as palavras que nos devolvem o Belo!
Um beijo afetuoso.

Meg (sub Rosa) disse...

Sara, saríssima daqui a pouco vá lá no Sub Rosa tem um er...presente para vc.
beijos

Alice Matos disse...

Coisas do amor, amiga... que arde sem se consumir...
Lindo o teu poema...
Beijinhos grandes para ti...

un dress disse...

lindíssima música

e

bela lengalenga sara...




:)

Fernanda e Poemas disse...

Saramar, lindo o que escreves.
Adoro o teu blogue.
Belíssimo!!!!!!!!!!!!!!!
Bom fim de semana.

Beijinhos com sabor a mar.

Fernandinha

Lia Noronha disse...

Saramar: essa chama forte...que queima no fundo da alma...poesia e amor...unidos pra sempre através da sua sensibilidade!
Bjus mil

Bruna disse...

Sempre tem uma chamazinha
uma labareda
pra queimar,
recomeçar
ou acabar tudo.