SONS DA SOLIDÃO


Sob a roupa,
a febre de quem sabe,
da solidão, o curso.
Sob a pele,
a frio de antiga dor
a mudar o ritmo do sangue
como a neve impede
o seguir da seiva.
Sob os olhos,
a sombra da saudade,
cortinas cerradas
de quem do amor,
perdeu o rumo.
Saramar

Imagem: Ana Maria Aguillar

14 comentários:

Mário Margaride disse...

Olá Saramar,

Lindo este poema!
Aliás, tu só escreves belos poemas...

Gostei particularmente desta última parte, que diz:

"Sob os olhos,
a sombra da saudade,
cortinas cerradas
de quem do amor,
perdeu o rumo."

Lindo!

Bom fim de semana

Beijinhos

Mário disse...

E aí minha amiga? Tudo bem? Mais um belo poema.
Deixei la no APOIO FRATERNO uma missão para você, minha amiga.
Abraços,
Mário.

Moita disse...

O amor, como agulha imantada que é, nunca perderá o rumo do seu magnetismo.

Mil cheiros

Lusófona disse...

Oi Saramar!!

Gosto muito desse teu cantinho :)

Beijinhos com carinho

Loba disse...

Lindo, mocinha!!!! Especialmente esta definição de saudade! Me deixou a pensar...rs...
Beijos, viu? E ótimo domingo!

Santa disse...

Sara querida, roubei um poema seu...
Bjs

O Meu Jeito de Ser disse...

Olá bom dia Saramar!
Vim lá do Mário conhecer seu cantinho.
Muito bonita a forma como distribue as palavras, e as encaixa com tão lindas imagens.
Saudade, um sentimento que teima em fazer parte da vida de quem ama.
Um beijo e bom domingo.

Francisco Dantas disse...

Oi, Saramar. Saravá. São marcantes, nesse poema, as inversões, em uma mudança de ritimo que condiz bem ao conteúdo do texto. Muito bem. Estou de volta. Clique aí em Uma janela... e você chega lá em meu novo espaço. Beijo.

Francisco Dantas disse...

O "ritimo" foi culpa do dedão. Leia-se r i t m o

Claudinha disse...

Ei Saramar! Tenho andado meio sumida, é a correria da vida...
Quando se perde o rumo do amor, a solidão desenha exatamente este poema. Impecável, como sempre amiga! Beijos!

delusions disse...

Obrigada pelo elogio que deixou no Lupanar e claro que não me importo com o link agradeço-lho. Obrigada por ser tão simpática, mas não sei se mereço tanto elogio...

Gostei deste seu poema está muito bonito.

Volte Sempre.

Bjs* boa semana

Pedro Paulo Pan disse...

, o amor perde o rumo. perde a direção, mas ele vai indicando novos rumos. outros...
, beijos meus

Tina disse...

Oi Saramar!

Não deveria, mas perde. E vem a dor. Só.

Lindo, como sempre.

beijos querida,

Analuka disse...

Muito bom, teu constructo!...
Suavidade, solidão, sombra, sabor sob e sobre as palavras, seiva nas entrelinhas. Gostei de descobrir este lugar, voltarei. Beijo doce.