NOS JARDINS DOS SALGUEIROS


Nos jardins de salgueiros meu amor e eu nos encontramos.
Ela atravessou os jardins com os seus pezinhos brancos.
Pediu-me que levasse o amor como crescem as folhas nos ramos
Porém, eu, jovem e tolo, não dei-lhe ouvidos, discordamos.
No campo à margem do rio permanecemos então,
E no meu ombro recurvado ela pousou sua mão.
Pediu-me que levasse a vida como cresce a grama no campo.
Porém, eu era jovem e tolo, e agora banho o rosto com o meu pranto.

Willian Yeats

3 comentários:

Lata Mágica disse...

Olá bela Saramar! Agradecemos as visita carinhosa.Estamos contando histórias da Lata. Apareça lá. Um grande abraço.

Angela Ursa disse...

Amiga Saramar, que beleza de poema! Adorei este verso: "Pediu-me que levasse a vida como cresce a grama no campo"
PS: Hoje, aquele pop up não apareceu. Que bom!
Beijo da Ursa :))

Silvio Vasconcellos disse...

Saramar, que belo poema escolheste para hoje. Não sei quem o traduziu, mas merece todos os aplausos. Poesia é muito difícil de traduzir.
Obrigado pela visita. Me deixa envaidecido com teus comentários.
Quanto ao pop-up que a angela ursa falou, também não apareceu para mim.
Outro dia fui baixar um contador de visitantes on-line e descobri dentro do script um pop-up...
De improviso te deixo um carinho
Se amar
É ser mar
Será mar?
Será amar?
Ser e amar,
Saramar!