
Nesses laços que o amor
(sorrateiro) cria,
há que se pisar de leve.
O amor é breve,
é fio que se rompe
ao sopro mais impossível,
a um sorvo diferente
de ar.
Se dele não há como desenredar-se,
sorrateiramente
desfaz o que se pensava pronto
e solto, solta-se por aí,
balão que, de pouco em pouco
perde a cor
bem diante dos cegos olhos,
cegos de tanto o contemplar.
(O amor não é o quadro de enfeitar.
É antes, a parede que se põe abaixo
e o que há depois dela).
Saramar
(sorrateiro) cria,
há que se pisar de leve.
O amor é breve,
é fio que se rompe
ao sopro mais impossível,
a um sorvo diferente
de ar.
Se dele não há como desenredar-se,
sorrateiramente
desfaz o que se pensava pronto
e solto, solta-se por aí,
balão que, de pouco em pouco
perde a cor
bem diante dos cegos olhos,
cegos de tanto o contemplar.
(O amor não é o quadro de enfeitar.
É antes, a parede que se põe abaixo
e o que há depois dela).
Saramar
Imagem: Joan Miró








































